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Fontes de luz para Fotobiomodulação Terapêutica

Atualizado: Mar 26

Por: Prof. Dr. Marcelo Sousa, PhD


Muito é dito sobre a fonte de luz usada para Fotobiomodulação: “Laser tem resultado X”, “LED tem resultado Y”. Mas, na verdade, o que mais importa é a dose correta. O que determinará o efeito biológico é a quantidade de fótons (partículas de luz) que serão absorvidas no tecido biológico alvo da terapia. Sempre gosto de lembrar aos meus estudantes que Niels Finsen foi Laureado com o Nobel em 1903 por tratar tuberculose de pele usando raios de luz concentrados. Ele usou luz com os parâmetros ópticos adequados, por isso, não importa de onde os fótons são originados e dose depositada no tecido.


Uma grande mudança advém das repetidas demonstrações de que a Fotobiomodulação não precisa necessariamente ser realizada com LASER (da sigla em inglês para Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation, ou seja, amplificação da luz por emissão estimulada de radiação). O LASER requer preocupações reais com a segurança ocular e com proteção contra outros riscos possíveis.




Atualmente, está claro que o uso de LED (da sigla em inglês para Light emmiting Diode, ou seja, diodo emissor de luz) é efetivo para executar os tratamentos de Fotobiomodulação. Os LED permitiram equipamentos mais acessíveis, seguros e com sessões terapêuticas mais ágeis.


Por isso, quando te perguntarem se dá para fazer Fotobiomodulação sem laser, você pode responder que dá até para ganhar um prêmio Nobel pesquisando em Fotobiomodulação sem usar laser!


Referência: Handbook of Low Level Laser Therapy



Sobre o autor: Marcelo é físico com doutorado em Fotomedicina aplicada a neurociência na USP e Harvard. Apaixonado por ciência desde que era criança. Agora se dedica a criar soluções baseadas em ciência de ponta para resolver grandes problemas da humanidade. Sua maior missão é fazer com que Cora, sua bebê tenha uma vida saudável e feliz.

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